Sobre o que lá vem

 Os primeiros a usarem, de boa vontade a máscara foram eles. E às vezes nem era preciso. Custa ver, os momentos de saudades de jogarem à bola, de irem à escola ou de brincarem com os amigos. Mas depois, vemos a encontrarem alternativas, num ápice de piscar os olhos. 

Seguem com a vida, apesar de tudo, como ela está e o que tem de melhor, nas circunstâncias atuais. Continuam a refilar, a rir, a correr pela casa, a lerem, a pintarem, a sonhar alto com o que querem fazer um dia, com a certeza de que vai mesmo acontecer. Sem temores ou anseios do que ainda vem, das incertezas. A vida, na sua forma mais simples. Tanto para aprender com eles...

Para a semana retoma a escola, à distância do botão. Ficam por viver as brincadeiras dos recreios, as corridas, as conversas, as provocações, os empurrões, as gargalhadas em grupo, a seca e a maravilha das aulas, com as inevitáveis partidas que a presença numa sala, puxa o corpo a fazer. Mas é o que é. Por todos, é assim. E já não vamos às cegas: 

  • Eles já sabem. Há um ritmo entre aulas online e telescola. Eles já o conhecem e a adaptação, com os devidos reajustes, vai ser mais rápida do que da última vez. Eles adaptam-se muitas vezes melhor, do que nós, os adultos. 
  • Dar espaço e tempo. Mesmo sabendo ao que vem aí, é preciso afinar os dias, a rotina. Ver o que funciona melhor na nossa família e dar-lhe tempo para encontrar o melhor ritmo. É diferente ao do vizinho, da prima e do colega.
  • Acolher. Vai haver momentos de frustração. Fazem parte. Também os há na escola fora da nossa casa. Acolher e aceitar que faz parte. Encontrar as #bolhasdeoxigénio de que já falei aqui. Ajudar a encontrar a deles, e a nossa com eles. 
E respirar, lenta e pausadamente. 
Uma respiração de cada vez, e chegamos lá. 
Juntos. ❤





Créditos de Imagem desta autora.

Sem comentários:

Enviar um comentário