O que se vai Respirar?

À medida que vão crescendo, a ideia é irem sendo, cada vez mais livres. 
Primeiro agarrados a um colo e a um abraço que mesmo já não cabendo, por ali vão-se demorando no vagar das suas aventuras. Às vezes quase que parece que estão demasiado grandes para os braços que os querem acolher, mas há tanta forma de se pedir aconchego que o colo gostoso sempre será morada segura. Há tantas formas de dar colo, como há formas de os soltar e deixar ir à descoberta. Deixá-los serem livres na celebração da diferença. 

Por isso, o que se respira, no Pais que Respiram?

A diferença de cada mãe, cada pai, de cada filho, na sua individualidade e singularidade. A ideia de fazermos todos o pino, aos 6 anos, 2 meses e 3 dias, não faz mais sentido. Até porque nunca fui capaz de o fazer. E parece-me que haverá por aí mais duas ou três pessoas que também nunca o tenham feito. 

Serão três horas de (re)descoberta de quem se é na aventura de se ser mãe ou pai. Refletir um pouco sobre o que já se tem e ir trilhando caminho para onde se quer ir. Os filhos serão a desculpa perfeita do que se queira mudar... em si próprio. A mudança, para ser de verdade, começa sempre no próprio, não é? Serão debatidos alguns conhecimentos e estratégias com a elasticidade própria da plasticina: cada um molda ao formato de quem é e sobretudo, de quem quer ser como mãe e pai. Tendo sempre em vista onde se quer chegar, como família. 

Somos mais fortes quando temos mais conhecimento e informação porque temos escolha de ação. As nossas escolhas. Não as dos nossos pais, a da vizinha ou daquele amigo de que tanto gostamos. As nossas. 

No fim, nunca se fica indiferente. Não é possível. Pronto, a não ser que se seja uma anémona mas esta ação não está pensada para ser feita no mar. Apenas para o oceano de cada um. 

Assim, será à volta de uma mesa, primeiro de reflexões, saberes e emoções, e depois de bons sabores, que o palco ficará montado para o enredo deste Pais que Respiram - iniciação. Obrigatório levar fome de pensar, de saberes, de agir e da outra fome também. 

Programa das Festas
  • Espelho meu, espelho meu...quem sou eu?
  • SuperMãe, quem? 
  • A minha família dava um filme de...
  • Filhos às cores
  • Pontos de Colisão são Pontos de União
  • Postal para o Futuro


Próximo Pais que Respiram - 26 de outubro - Castelo Branco.
Informações/Inscrições: abelpb@gmail.com








PR está de volta

É dos momentos de partilha que mais gosto de dinamizar.
Porque é verdadeiro, genuíno e de coração. O meu que está em entrega e escuta, e o de quem se inscreve que leva sempre uma dose grande de vontade de fazer melhor e diferente.

O Pais que Respiram está de volta e começa já este mês em Castelo Branco, no espaço bonito do Ashtanga Yoga. 

Uma ação pensada para mimar os pais que queiram pensar estas questões da parentalidade de uma forma diferente e adaptada à sua dinâmica familiar. Prometem-se não-receitas. Cada um será dono do rumo que desejar dar, aos saberes que vou partilhar, das áreas da psicologia e do coaching parental. No fim, ninguém sai igual. 

Primeiro levantar do véu, espreitar aqui.

Inscrições/informações: abelpb@gmail.com



Ideias-Ação que ainda vão a tempo

Gosto muito da Lua. Da Lua astro e desta Lua.

Esta Lua veio lembrar dos 90 dias para o final do ano e no fundo, de que todos os dias são dias de recomeço, de uma espécie de passagem de ano, de mantermos o foco naquilo que nos é mais querido e de que nos esquecemos.

Com a hastag #proximos90dias propôs 5 desafios:

"Faça 30 minutos de exercícios todos os dias.
Liste 3 coisas pelas quais você é grata.
Não grite com as crianças
Leia três livros (um por mês!)
Tire uma categoria de alimento que você sinta que está te fazendo mal.

O objetivo disso tudo? Chegar mais feliz com você mesma no fim desse ano. Perceber que às vezes vai dar para encarar cinco coisas de uma vez, às vezes vai dar para encarar duas, e tudo bem. Entender que muitas vezes nós mesmas sabotamos nossos sucessos e isso é um ciclo que a gente precisa botar um fim. O objetivo é fazer juntas, dividir dicas, se apoiar. É, acima de tudo, saber que somos capazes de fazer qualquer coisa."

As possibilidades serão infinitas, à vontade do coração e das cabeças de cada um. Vamos a isso?

Para explorar mais aqui.



Ah campeão!

O ano passado, falei do Diogo aqui numa inspiradora entrevista dele quando se consagrou Campeão da Europa da JSKA em kata e Vice-Campeão da Europa da JSKA em kumite. 

Este fim-de-semana o Diogo consagrou-se CAMPEÃO do MUNDO, representando Portugal, ao mais alto nível, na Rússia. Que inspiração! Grande Diogo! Parabéns!









Como é possível...

... isto já ter para mais de 3 meses e só descobrir agora.

Para este arranque de semana e para todos os dias.

Que Fique tudo bem ❤




Uma maratona de anos

Sem saber bem como, cheguei aos 42.
Aliás sei. Um caminho de reviravoltas, de persistência, de retrocessos e na mesma vontade de seguir para a frente, com (algumas) paragens pela caminho, só para ganhar fôlego e para me demorar nos abraços e nos colos por quem tenho, a mais profunda gratidão, de me ter cruzado no caminho. 

Este ano foi o ano com menos festejos, menos fogo-de-artifício. Foi parar para sentir e focar nas verdades destes 42. Houve uma mochila feita em menos de um piscar de olhos para calar estômagos famintos. Houve o silêncio do verde ao nosso redor. Vários mergulhos em águas de verão, mesmo já sendo outono. Abraços de ternura. A cumplicidade do final de tarde e uma viagem de regresso para saborearmos o vento, ainda quente, destes dias. Houve um cantar de parabéns improvisado, primeiro no carro Mãe, ainda não te cantámos os Parabéns! Mas tu não podes cantar, ouviste? e depois, já no fim do dia, com um bolo meio tosco mas tão cheio de intenções de verdade, de quem quis estar presente e por isso fez muitos km, de uma estrada já maior que a de uma maratona. ❤ Foi um dia da verdade, para comigo e para com os meus. 

Do pouco que estou a aprender com a corrida é que é preciso escutar o corpo, resistir-lhe aos queixumes e dar, literalmente, uma passada de cada vez. Do pouco que tenho certezas desta maratona de vida é que é preciso ir ouvindo o coração e tanto quanto possível, respeitar-lhe as vontades, numa batida de cada vez. Foi um dia tão sem nadas a destacar mas na (minha) verdade, esteve lá tudo o que era para estar. 






Há vozes

No outro dia, falava-se nas redes sociais, sobre gostar ou não das chamadas telefónicas e da preferência pelo envio de sms. Deste lado, a preferência recai em 98,9 % das vezes pelo registo escrito por ser menos invasivo, por deixar espaço, deste e do outro lado, por ser tão mais prático.

Depois há vozes.

Há vozes que nos transportam para um abraço grande, para saudades, para lugares onde já fomos e somos felizes, que acolhem e aconchegam e às quais sou grata pelas muitas partilhas que fazemos. Umas vezes em silêncio, outras assim, só para contar mais uma (des)aventura. Sabemos que estamos lá, quando tanto na partilha, como no silêncio, a intensidade  da emoção se faz valer, pela profundidade, verdade e pelo amor imenso. 

Às vezes, os meus meninos perguntam-me sobre a história, desta ou doutra pessoa, que notam que me faz brilhar e ser melhor ser humano. Essas pessoas-vozes digo-lhes que as conheço desde sempre, que há uma história física em que as nossas caras se cruzaram mas que o sentimento existe desde o infinito. E essas verdadeiras amizades de tal maneira já foram postas à prova, ao longo dos tempos, nas voltas e piruetas dos dias, que estas pessoas sempre por aqui moraram, numa relação tempo-espaço que não existe e que, por isso mesmo, nem Einstein saberia explicar.

Há vozes e há pessoas que nos transportam para esses lugares infinitos e isso é dar voz a quem e ao que importa cá dentro.

(P.S.:Tal como esta fotografia, tirada há semanas, no meio de uma cidade.)