Sonhar faz bem

Esperar e acreditar.
Voltar a esperar e fazer por acontecer.
Duvidar, (quase desistir), voltar a acreditar e por fim... ir acontecer.

Há uns tempos alguém me dizia que sonhar é agir com uma data marcada. Que ficar no plano de fazer listas do que se quer fazer sem marcar na agenda, no calendário, o tempo e espaço para que tal seja possível resulta nisso mesmo: numa data de castelos de nuvens só com ar no meio. Não vivemos sem ar, certo. Mas viver com ar&algo que o vá preenchendo dá-lhe outro sabor. A treinar esta coisa de marcar com lápis umas vezes ou marcador preto (consoante a maior ou menor confiança de que vá estar sujeito a reajustes ou alterações) e fazer acontecer. E marcar logo porque esta coisa de sonhar-com-ação é bicho escorregadio que tem vida própria como se fosse uma enguia e nos escapasse entre os dedos à procura de quem tenha mais força, mais coragem, mais acreditar do que nós. Se nasceu aqui, realizasse aqui. Certo? Certo. 

Sonhar faz bem. Fazer os sonhos acontecer, ainda melhor. Em contagem decrescente há muito tempo. Um dia vai acontecer. Em modo de tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Para ver por aqui e aqui.


3 mosqueteiros

A net é quase inexistente e usada com muita parcimónia para que chegue até ao fim. Um jejum de TV e boxes que gravam os caprichos deles e meus. Nos primeiros dias há sempre este reajustar às saudades que tínhamos de estar assim e a uma espécie de enjoo inevitável de quem passa tanto tempo junto de empreitada. Às vezes começam a cantar, cada um à vez, do nada. Na mesma proporção há zangas, abraços, risos, amuos, vontades e personalidades à mistura. Longe do contacto com qualquer outro adulto, a não ser a senhora da padaria ou a menina da caixa do supermercado, ficamos entregues a nós mesmos. Esta liberdade de entrega a três, traz consigo esta vulnerabilidade doce da maternidade: todos os dias têm tudo em aberto e já me tinha esquecido, que deixa-los comandar o sabor dos dias, os tempera e expande como só eles o sabem fazer. Está longe de ser uma história cor de rosa, até porque preferimos mais o azul, o verde e o roxo. Crescem depressa eles e têm a doce generosidade, de me deixarem crescer com eles.