Mostrar mensagens com a etiqueta 5 minutos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 5 minutos. Mostrar todas as mensagens

5 minutos

As vezes que se ouviu essa frase: quando o bebé descansar, descansa também! 

Dentro das possibilidades de cada uma, quase ninguém faz isso. Ou porque é mesmo só pôr mais uma roupa a lavar, estender, passar, ou adiantar as comidas, ou as muitas outras coisas que uma casa-família exige. Com o tempo, com a escuta que vamos fazendo de nós mesmos, percebemos que quando não nos damos esse tempo de paragem, quando eles param um pouco, as coisas não correm tão bem. Quer dizer, tudo está a rolar e a fazer-se mas menos bem por dentro porque faltaram aqueles 5 minutos só nossos, sem culpa do deveria-de-estar-a-salvar-o-mundo. O mundo começa também por dentro. O mundo começa de dentro para fora. 

Nesta tentativa que todos andamos a fazer, de descobrirmos e nos reinventarmos em novas rotinas, hábitos e ritmos dos dias, seja com ou sem trabalho, dentro ou fora de portas, seja com um, dois, três ou mais filhos, a bem de todos, é preciso 5 minutos nossos. Só nossos. 
Sem perguntas.
Sem interrupções.
Sem discussões.
Sem comidas.
Sem roupas. 
Sem arrumações.
Sem limpezas.
5 minutos. Ou mais. Ou menos. O possível. 

Sim. Nem que seja, nesse refúgio maravilhoso da casa de banho. 
Quem nunca. 



5 minutos

Entre o levantar e o sair de casa há uma montanha-russa de distância. Há roupas para estender/apanha/pôr-a-lavar/passar/escolher. Uma destas opções, por norma, estão para serem resolvidas. Em dias de muita-muita-sorte, está tudo resolvido no fim do dia anterior mas com o cansaço de um ano de trabalho em cima, a energia, no final do dia ronda os valores do inverno na Sibéria: muito abaixo de zero. 

Nesta altura há, por norma também lanches para tratar e enviar nas mochilas, mais do que durante o resto do ano, porque ainda vão estando por atividades, fora de casa. 

Dou graças por o relógio-demónio dar algumas folgas e haver maior abertura e não sentir o peso de ter que repetir a mesma coisa, com entoação de pressa mal-disfarçada. 

Depois há que adiantar almoço/jantar, muitas vezes já tratados durante o fim-de-semana mas, vá-se-lá saber porquê, as criaturas lá de casa, não vivem só com a exposição solar que, mesmo sendo em modos de primavera, não lhes chega. 

Dar jeito na divisão principal da casa, que é como quem diz a cozinha só para que, seja tudo, um pouco mais fácil, quando voltarmos ao quartel-geral. 

Não temos trânsito a sair de casa e dou graças a isso. Em pouco de 5 minutos, estamos todos entregues. Pronto, 10 nos dias em que, há pelas redondezas alguma feira ou mercado. 

Por isso, os primeiros 5 minutos em que aterro no meu local de trabalho, em que estou entregue a mim, a um silêncio delicioso, a um café tão, mas tão bom, por mãos que sabem e que colocam, para lá da qualidade do grão, a qualidade de serem pessoas com um sorriso-bonito e que, ao meu Bom Dia! respondem quase sempre com um brilho no olhar e muitas vezes com um Bom Dia, com a graça do dia!, esses 5 minutos em que faço um reset a tudo o que já foi preciso decidir entre o espaço que é o levantar e o sair de casa, são de uma felicidade grande. É nesses 5 minutos que há tempo de respirar e organizar para o dia que, mesmo já tendo começado há muitas horas atrás, começa agora de novo. Às vezes basta isso: 5 minutos para recomeçar.