No silêncio...

"Pshiu! Faça-se silêncio...que preciso de me ouvir. Ouvir o que quero e sinto. É tanto o barulho e ruído de vozes e aparelhómetros que deixei de saber o que preciso. O que realmente preciso.
Fecham-se as portas, apagam-se telemóveis, tv´s e outros que tais, e ouve-se ... nada! Absolutamente nada. E uma voz surge, não do além mas do aquém, de dentro que fala primeiro em surdina e depois lentamente dá a conhecer o que realmente se precisa para andar para a frente. Pshiu! Cala-te voz que diz o que fazer para o jantar, os muitos esquemas complexos de horários e trabalho. Pshiu...por favor, só mais um pouco. Sossega para respirar uma e outra vez. Pshiu...e quase a dormir se compreende que, às vezes só se precisa de parar um pouco e deixar o arroz queimar. Que se lixe o arroz, o esparguete e já agora todo o supermercado.

Só um pouco de silêncio para se ouvir a voz da razão do que realmente se quer e faz falta. Esquecendo por uns segundos, minutos ou horas dos outros, para saber de si e ser sabiamente egoísta de si próprio. Pshiu...só mais um pouco..."

E é assim, que no meio de um lamento, um desabafo cuspido se descobre que é preciso parar. As verdades normalmente estão lá, algures no meio do caos diário e de muito, muito barulho. Às vezes exterior, outras vezes no meio das muitas vozes semi-esquizofrénicas que temos dentro de nós e que dão pouco sossego. Pshiu... que fale quem realmente nos conhece e sabe o melhor para nós: o nosso interior. No silêncio...





1 comentário:

  1. Já tinhamos saudades dos seus posts :-)

    Há momentos em que ouvir o silêncio é uma benção.

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