Não se pode confiar na juventude

Ahhhh... esta juventude e as suas ideias.

Começou aos 45.
Exemplos de Viver.



Acreditar, acreditar, acreditar


"Não pensem num Urso Branco." 

Foi há muitos anos que no meio de uma aula, a professora disse isto e automaticamente, todo um auditório desatou a rir. É automático. A mente humana e as partidas que nos prega.

E se for usado a nosso favor?

Não penses ...
... em Amor.
... na tua história feliz de relacionamentos.
... em estares apaixonada.
... no dia para lá de bom.
... no trabalho recompensador que vais ter.
... naquela proposta que finalmente vai ter o SiM.
... em te sentires fisicamente em forma.
... em seres Feliz.

Focar no que é importante, acreditar até às entranhas e agir. 

E o resto vem, se for por bem.



Focar
Acreditar
Agir




Isto tudo e ... não pensar em ursos brancos.





Ainda 3 coisas para este Verão

Um calor que escalda, um termómetro que não desce.

E mesmo assim, dá vontade de guardar um pouco para os dias que vão chegar. 

Focar no agora tem desta coisa boa de tirar o melhor partido do que há para tirar neste momento. O único que realmente está a ser oferecido. Que gratidão por ele...

Por isso, ainda 3 coisas para este Verão:

  • Olhar as estrelas. Tenho um fascinado pelas galáxias, estrelas e planetas cá em casa. Está a ensinar-me a olhar para lá de novo. Vá-se buscar uma manta e na varanda, no terraço, num qualquer ponto alto das terras onde se vive e fique-se a olhar e a pedir desejos e sonhos, a descobrir novas constelações. O tempo das nuvens há de chegar. Até lá ... Sonhar faz tão bem.

  • Acordar mais cedo. Sejam 30 minutos ou 10 ou em modo louco, uma hora mais cedo e ir caminhar a apanhar o fresco. E se não for para caminhar, para um pequeno-almoço mais demorado, uma leitura inspiradora, ou ficar apenas enroscado no meio dos lençóis só porque se pode dar ao luxo disso mesmo. Contrariar horários e trocar-lhes as voltas. Só por um dia. 

  • Há sempre água para descobrir. No outro dia lia que das melhores terapias para aliviar a alma, o coração e o corpo era água e descanso. Seja rio, ribeira, praia, praia fluvial, lagoa, barragem... lavar a alma de todas as formas possíveis mas ir à descoberta. Não vivemos no Sarah por isso, mergulhe-se.





Das verdades

Do que queremos e do que realmente precisamos.
Do que achamos que é o melhor, e do que, na verdade, é a verdade dentro de nós.
No confronto entre o ser-se e o parecer que é a nossa viagem e dos caminhos que levam até essa verdade de nós mesmos.

Retirado da minha bíblia de sempre.


"No caminho de volta ao ashram, deixo-me tomar pela fantasia de quão silenciosa vou ser a partir de agora. Serei tão silenciosa que isso me tornará famosa. Imagino até que vou passar a ser conhecida como aquela rapariga calada. (...) A minha única interação com os outros será sorrir-lhes beatificamente de dentro do meu mundo reservado de quietude e piedade. As pessoas irão falar sobre mim. Perguntarão: "Quem é aquela rapariga calada ao fundo do templo, que está sempre a esfregar o chão de joelhos? Ela nunca fala. É tão esquiva. É tão mística. Ela é a rapariga mais calada que alguma vez vi."

Na manhã seguinte, estava de joelhos no templo a esfregar novamente o mármore do chão, emanando (assim o imaginava) um aura sagrada de silêncio quando um adolescente indiano veio `a minha procura com uma mensagem - que eu tinha de ir imediatamente ao gabinete do Seva.

(...) a senhora simpática que estava sentada à secretária perguntou-me:
- É a Elizabeth Gilbert?
Sorri-lhe com ar caloroso e assenti. Em silêncio.
Depois, ela disse-me que a minha tarefa fora mudada. Devido a um pedido especial da administração, já não fazia parte da equipa que esfregava o chão. Tinham um novo cargo em mente para mim no ashram. E o título da minha nova função era - apreciem bem - assistente principal. 

Esta era obviamente outra das partidas de Swamiji.
- Querias ser a rapariga calada ao fundo do templo? Bem, adivinha só... 
Mas isto é o que sempre acontece no ashram. Tomamos uma decisão grandiosa sobre o que precisamos de fazer ou sobre quem precisamos de ser e depois as circunstâncias encarregam-se de nos mostrar de imediato quão pouco nos conhecíamos. 

(...) 
- Temos uma alcunha especial para este cargo, sabe? Dizemos que é a menina sorrisinhos porque quem quer que o ocupe precisa de ser sociável e estar sempre a sorrir.
Que podia eu dizer?
Limitei-me a estender-lhe a mão, despedi-me silenciosamente de todas as minhas antigas ilusões e anunciei:
- Minha senhora, sou a pessoa indicada."


Isto de trabalhar

Às vezes, muitas vezes, trabalhar é um privilégio muito grande.

Quase a iniciar um novo projeto que junta pessoas à volta de uma mesa a repensar os dias, os sabores e as vivências diárias. Juntar tudo, mexer, e temperar com partilhas, risos, aprendizagens de uma vida e muito amor. O amor liga sempre tudo. Esta entrega que implica dar e receber nesta comunhão de fazermos parte todos do mesmo.

A mesa de trabalho fervilha com ideias, um formigueiro de pôr literalmente a mão na massa e saber que o resultado final só pode ter o sabor bom de ensinar e aprender. 

A isto não se chama trabalhar, chama-se viver e é um privilégio poder fazê-lo.

Algumas das imagens que estão a inspirar os próximos tempos, retiradas daqui e aqui.











Do avesso

A imagem que me vem quando a vida dá voltas inesperadas é a da máquina de lavar a roupa. Põe-se detergente cheiroso, seguem-se as instruções mas alguém resolve ligar a centrifugação quando não era, pôr um programa demasiado intenso ou misturar roupas, que é como quem diz, misturar as estações, os capítulos, as pontas de felicidade.

E quando a vida fica virado do avesso, vira-mo-nos também e fazemos o pino. 

Mudar de perspectiva, senhores, mudar de perspectiva.