Nasci como mãe há 9 anos e mais ou menos 9 meses.
Tão grata e abençoada por esta aventura se ter iniciado com um miúdo como ele.
Sou muito melhor pessoa com e por ele.
O meu João. O meu doce João.
Destes dias
Há dias de dor. Tristeza.
Há dias em que se volta às questões de vida.
Passar a dizer os tempos verbais no passado em relação a alguém, que continua tão presente dentro de nós. Sempre irá ficar.
Às vezes dizia que eu era também um pouco filha dela. Tocou na vida de tantas pessoas, com tamanho carinho, amor e dedicação que na sua última homenagem, estiveram muitos outros "filhos" emprestados presentes.
Um amor imenso por ela que ficará para sempre.
Até sempre Mãe Manela.
E este remédio, este penso rápido, para estes dias, para os próximos, para todos os dias.
Há dias em que se volta às questões de vida.
Passar a dizer os tempos verbais no passado em relação a alguém, que continua tão presente dentro de nós. Sempre irá ficar.
Às vezes dizia que eu era também um pouco filha dela. Tocou na vida de tantas pessoas, com tamanho carinho, amor e dedicação que na sua última homenagem, estiveram muitos outros "filhos" emprestados presentes.
Um amor imenso por ela que ficará para sempre.
Até sempre Mãe Manela.
E este remédio, este penso rápido, para estes dias, para os próximos, para todos os dias.
Vamos cuscar? 5#
Habituei-me a ver o David desde sempre, acho. Sorriso pronto.
Resposta rápida e pensada. Gosto dele. É um jovem. Tem uma Paralesia Cerebral
que lhe limita os movimentos mas não os pensamentos. É um jovem. É uma pessoa.
Ponto final. Ainda há muito preconceito. Quero acreditar que muito por
ignorância, mais do que por malvadez. Tem uma família valente ao lado dele. Que
cuida, que está lá. Que lhe quer o melhor. E ele, por sua vez, dá o melhor.
Afinal, o que é pedido a qualquer um de nós, certo?
Gosto das respostas prontas dele. De alguma irreverência. De
que ele goste de andar todo arranjado com gravata. Do sorriso do olhar dele. De
ele saber tanto de História. Da luta física dele diária. Da persistência. O
David é um valente. E tem muitas coisas para contar e muitas mais para fazer.
Vamos Cuscar?
Idade: 16 anos.
Naturalidade: Sertã.
Comidas preferidas: Batatas fritas com ovo estrelado e
salsichas.
Um livro a não perder: muitos entre os quais Uma Aventura de
Isabel Alçada e de Ana Maria Magalhães e a coleção Portal do Tempo de Vera Sacramento
Sara Rodi.
A atriz Sara Matos porque gosto do seu trabalho na televisão. Acompanho-a desde que entrou nos Morangos com açúcar, série 7 da TVI.
2. Para quem não te conhece, podes explicar
que doença é esta que te acompanha desde sempre?
A minha doença chama-se paralisia
cerebral, um problema que pode ser trado com trabalho, claro. Mas… Como disse a
Drª Ana Bela: “Tem uma Paralisia Cerebral que lhe limita os movimentos mas não
os pensamentos.” Um exemplo, eu escrevo livros desde dos 10 anos, ou seja,
posso ter algumas limitações com a mão direita, mas tenho a esquerda para
escrever.
3. O que te irrita e chateia mais quando andas
na tua cadeira de rodas?
Quando está a ficar sem bateria e começa
a andar devagar, eu gosto de andar depressa. E quando vou dar um passeio e
encontro obstáculos no caminho como postes da luz, árvores, vasos de flores no
meio do passeio, e passeios que têm rampa para subir e não têm para descer,
depois tenho de voltar para trás e fazer o mesmo caminho pela estrada. Ideias
de pessoas que não fazem ideia do que é andar de cadeira de rodas, deviam
tentar fazer uma viagem pela Sertã, na minha cadeira…
4. Sendo um GRANDE conhecedor e apaixonado
pela História, se pudesses entrar numa máquina do tempo, para que época gostarias
de viajar e porquê?
Para a época dos Gregos em Atenas, para
ver os monumentos e o modo administrativo que eles tinham, porque todos os
cidadãos sendo ricos ou pobres poderiam governar a cidade, desde que tivessem
conhecimento das leis da cidade.
5. Qual o personagem histórico de que mais
gostas? O que te fascina nele?
D. Afonso Henriques, a sua coragem. Porque
se não fosse ele, Portugal ainda era pertencente a Espanha e não eramos
independentes.
6. Neste momento estás a estagiar na
Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes. Qual a melhor parte desta nova
aventura?
Foi conhecer as funcionárias e aprender
tudo o que elas têm para me ensinar, são bué fixes. Adoro trabalhar no meio dos
livros.
7. Normalmente quando chegamos à Biblioteca e
tu lá estás para nos receber, tens sempre um sorriso pronto. O que mais te faz
sorrir no teu dia-a-dia?
Não sei… se calhar é da conversa das
funcionárias que me faz sorrir. As tolices engraçadas que os meus colegas
dizem.
8. Tens uma vida inteira à tua frente. Que
sonhos tens David?
Ser escritor.
9. Vê-se por aí muito disparate a ser feito,
por alguns jovens... O que lhes tens a sugerir?
Dizia para pararem com aquilo, que não é
correto, que não é a melhor opção, porque iam dar-se mal… principalmente com a
saúde e com a polícia.
10. Este blog chama-se Penso Rápido – pequenos
remédios para as comichões do dia-a-dia. Que Penso Rápido usas no teu dia-a-dia?
Conversar com pessoas mais velhas.
Escrever os meus livros e ler muito.
David no Coler Run :)
David na Biblioteca
Ao acordar
De manhã, e às vezes durante a noite, gosta de se vir aninhar na cama dos pais. Há qualquer coisa na cama dos pais... Lembro-me a dos meus. Parece que ali o mundo pára. Uma fortaleza se levanta e estamos muito mais seguros.
Hoje estavamos por lá alinhadas antes de eu ter que sair para uma manhã de trabalho fora de casa. Virou-se para mim e disse:
- Mamã, eu, tu e a avó, temos assim uma linha. - e depois aquele sorriso tão, tão doce.
- Uma linha? Como uma linha? - perguntei mas antevendo a resposta. Às vezes gosto de perguntar, só para perceber até onde eles pensam, sentem.
- Uma linha. Assim como eu, o pai e a mãe dele, a avó, também têm uma linha.
- E de que cor é essa linha? - fito o olhar dela. Pensativa à procura da cor que melhor define esta linha que nos une.
- Cor de arco-íris!
Fiquei ali a aconchegar-me mais um pouco, naquele arco-íris de emoções.
Ando a ler um livro bonito, precisamente sobre as metáforas que criamos nos nossos dias e como vivemos em função delas. As crianças sabem, não sabem?
Hoje estavamos por lá alinhadas antes de eu ter que sair para uma manhã de trabalho fora de casa. Virou-se para mim e disse:
- Mamã, eu, tu e a avó, temos assim uma linha. - e depois aquele sorriso tão, tão doce.
- Uma linha? Como uma linha? - perguntei mas antevendo a resposta. Às vezes gosto de perguntar, só para perceber até onde eles pensam, sentem.
- Uma linha. Assim como eu, o pai e a mãe dele, a avó, também têm uma linha.
- E de que cor é essa linha? - fito o olhar dela. Pensativa à procura da cor que melhor define esta linha que nos une.
- Cor de arco-íris!
Fiquei ali a aconchegar-me mais um pouco, naquele arco-íris de emoções.
Ando a ler um livro bonito, precisamente sobre as metáforas que criamos nos nossos dias e como vivemos em função delas. As crianças sabem, não sabem?
Vamos cuscar? 4#
Sempre a conheci com um sorriso fácil no rosto
e uma vivacidade no olhar. Uma energia que contagia quem com ela fala.
Provavelmente já não se deve recordar, mas lembro-me de há uns anos nos termos
cruzado numa praia. Eu em passeio, ela a dinamizar a divulgação de um festival
desportivo de frisbee. Recordo-me do entusiasmo com que falava, que ainda
estava a “caminho” do que realmente queria fazer, mas que fazia por aproveitar
a viagem que estava a ter naquele momento. Tudo serve de aprendizagem afinal.
Passou pela rádio, pela TV e agora trabalha na divulgação de vários projetos
das marcas TSF, Dinheiro Vivo e Delas do grupo Global Media Group.
E é uma apaixonada pelo desporto. Pela
corrida. Admiro-a e acompanho as vitórias e os dissabores de quem, de vez em
quando está sujeito a recuperações. Percebe-se, pelo que escreve, que a muito
custo fica parada à espera que o corpo faça a parte dele e se despache em pôr
tendões, músculos e outras coisas que tal, no sítio. Admiro gente, como a
Patrícia, que seguem as suas paixões. Neste caso, literalmente a correr atrás
delas. A próxima meta está sempre por chegar, não é Patrícia?
Vamos Cuscar?
Idade: 37
Naturalidade: Coimbra mas da Sertã ;)
Comidas preferidas: Bucho e Maranho recheados
e … batatas fritas, o meu grande vício!
Um livro a não perder: Vai aonde
te leva o coração de Susanna Tamaro
1. Se pudesses convidar alguém
famoso (vivo ou morto) para jantar, quem escolherias e porquê?
Ninguém! Não consigo
lembrar-me de ninguém famoso com quem quisesse muito jantar. Já correr … é
outra história! :D
Gostava muito de combinar um
treininho com a “minha” Frosty. Para quem não a conhece, ei-la aqui: Anna Frost https://www.facebook.com/annafrosty/
Roliça como eu (Pat, a Rolls
para os amigos), que adora correr! Sendo que a Anna corre realmente à séria…
2. Patrícia, tu nasceste... a
correr?
A minha mãe diz que eu fui
super rápida a nascer, por isso … bate certo!
Diz quem me conhece que sou
muito apressadinha e impaciente.
Se me perguntares: a correr
ou a caminhar responder-te-ei sempre a correr, adoro!
3. Quando e porquê começou esta
prática desportiva?
Comecei
a correr há cerca de 3 anos, em 2013. Frustrada por ser super sedentária,
sentada à frente do PC o dia todo; os ginásios eram caros; e eu sentia uma
enorme necessidade de purgar as preocupações e os stresses do dia-a-dia de
trabalho, de alguma forma.
E
por isso, um dia… fui correr! E nunca mais parei!
4. E quando é que a corrida se
transformou em paixão?
Sinceramente?!
Acho que a partir do primeiro instante. Custava-me começar, mas as sensações
eram tão boas durante e depois do treino que percebi desde logo que ia gostar
disto para sempre. Não é paixão, é amor! J
5. Qual foi o percurso, que teve
a meta mais difícil de atingir?
Não
há provas iguais. Mas sem dúvida que o percurso que mais me custou fazer, pelo
número de horas em prova, foi o UTAX: Ultra Trail das Aldeias de Xisto, 109Km, D+6100,
em 24h39mn. Foi duro, muito duro.
6. Já fizeste alguns percursos
fora do país. Qual é para repetir e porquê?
Tenho
uma máxima: Não repito provas! Eheheh Por uma simples razão: o objetivo de
fazer provas lá fora é aliar duas das coisas que mais gosto de fazer: correr e
viajar. Assim, aproveito para fazer férias, conhecer culturas diferentes e, by the way, fazer uma prova de corrida. O
dinheiro não estica, por isso, tento ir sempre para sítios diferentes. Sou
menos viajada do que gostaria de ser, pelo que tenho de rentabilizar ao máximo
os destinos que escolho.
7. Antes do sinal de partida, o
que te passa pela cabeça?
Tudo
e nada! É uma amálgama de sentimentos, uma mistura de adrenalina com felicidade
estonteante, com nervoso miudinho e muitas borboletas na barriga.
Não
se explica, sente-se!
8. Algumas metas nunca mais
chegam. O que se pensa durante 1, 2, 3, 4 ou mais horas em que se está a
correr?
Sabes,
sou muito feliz a correr (pelo menos enquanto não tenho muitas dores)! Faço
planos de vida. Penso nos amigos, na família. No que quero fazer. No que
ambiciono ser. Na próxima prova. No que farei assim que passar a meta. No que
tenho de otimizar em termos de treinos para não sofrer tanto. Em todas as
palavras de apoio e incentivo que me dedicaram. E até nas compras de roupa e de
supermercado que preciso de fazer lá para casa, eheheh!
9. Nem sempre corre como o
previsto e às vezes parar é um sinal de coragem maior do que continuar em
frente. Quando é que tiveste de dizer: “Já chega.”
Na
prova CCC do UTMB – Ultra Trail do Mont Blanc L
Em
boa verdade, eu não queria desistir. Mas em vez de 101Km fiquei-me pelos 72Km. A
Organização nem me deu hipótese de regatear uma possível oportunidade de fazer
mais alguns kms.
Motivo
da paragem e abandono de prova: reincidência de uma lesão grave de entorse do
tornozelo que tinha feito há 2 anos. A juntar a isto: um histórico de paragem
forçada pós operação de urgência ao apêndice mais ausência de treino para poder
recuperar da intervenção cirúrgica e resultou numa sessão de choro compulsivo. Chorar,
não de dores (ainda que as tivesse), mas por não terminar este desafio ….
10. Para quem está com dúvidas, convence-nos
lá, a sair do sofá e começar a correr quanto antes.
Correr
é muito mais do que simplesmente correr! Correr é superação, é realização
pessoal, é testar limites, é ir sempre mais além, é querer ser melhor, é puxar
por nós, ajudar os outros e ser feliz!
Consegui
convencer-te? Vamos correr? J
11. As tuas muitas solicitações
profissionais, são também sempre a correr.
O que retiras da prática da corrida, para o teu dia-a-dia?
Sempre
me cataloguei como corredora de fundo e não de velocidade. E por isso,
resistente e muito resiliente. No trabalho também tenho de ser assim e tentar,
tentar, tentar e nunca desistir. Se consegues fazer mais um km na corrida
consegues dar um passinho mais no teu crescimento e aprendizagem profissionais.
E ganhamos todos, eu, os meus colegas, a minha equipa, a minha empresa!
12. Se eu tivesse agora aqui um
bilhete de avião, para a tua corrida de sonho... qual era o destino que lá estaria
escrito?
Não
tenho, minha querida! São todas aquelas que ainda não fiz. Podia falar-te na
maratona de Nova Iorque, na Ultra de Lavaredo ou em trekking no Nepal, mas há
tantos mais exemplos para além destes que prefiro não avançar nenhum.
Mas
podes oferecer na mesma! O que vier que venha por bem! J
13. Este blog chama-se Penso
Rápido – pequenos remédios para as comichões do dia-a-dia. Que Penso Rápido
usas no teu dia-a-dia?
O
melhor Penso Rápido do mundo são os amigos! Os meus amigos fazem parte de mim,
de quem sou, da minha vida, do meu bem-estar. Sem eles sou muito pouco ou nada.
Definem-me como ser humano. E eu gosto muito disso!
A melhor...
... resposta, para (quase) tudo.
Um Sorriso.
A Felicidade no Rosto.
E Sol no Olhar.
De: Je cá do sítio
Com o coração
Ela tem cinco. Um sorriso doce, uma energia contagiante. Muito senhora dos seu nariz. E como acontece a quem sabe muito bem o que quer e insiste nas suas certezas tem, na mesma proporção, uma série de dúvidas. Às vezes chega-se ao pé de mim e pergunta:
"Gostas?"
"Achas que está bem?"
"O deles é mais bonito, não é?"
Pensei durante algum tempo que respostas lhe dar que lhe ficassem quando eu não estivesse por perto. E agora, muitas vezes, quando me faz as mesmas perguntas, dá logo a resposta:
"É para ouvir o que o meu coração diz, não é, mãe? É o que ele me disser, não é?"
Sim. O coração sabe. O coração sabe o que nos faz bem.
Muitas vezes dizemos-lhes a eles o que devem fazer e esquecemo-nos o bem que essas recomendações nos fazem também.
Mês para agir. O coração sabe.
"Gostas?"
"Achas que está bem?"
"O deles é mais bonito, não é?"
Pensei durante algum tempo que respostas lhe dar que lhe ficassem quando eu não estivesse por perto. E agora, muitas vezes, quando me faz as mesmas perguntas, dá logo a resposta:
"É para ouvir o que o meu coração diz, não é, mãe? É o que ele me disser, não é?"
Sim. O coração sabe. O coração sabe o que nos faz bem.
Muitas vezes dizemos-lhes a eles o que devem fazer e esquecemo-nos o bem que essas recomendações nos fazem também.
Mês para agir. O coração sabe.
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