Sobre o
Passado
Futuro
Presente.
Há alturas
Houve uma altura em que escrevia quase todos os dias e era tão bom. A escrita é como um músculo, que se vai treinando e esticando para melhores desempenhos. Mas agarro também esta ideia de que, tal como a bicicleta, não se esquece. De início pode-se andar um pouco aos tropeços, mas com a prática, a insistência, retoma-se o caminho.
O tempo não estica, ou aliás, estica, como já disse muitas vezes, para o lado que tem de esticar. A vida vai-se (re)pensando e aos poucos, coloca-se no lugar certo, as prioridades. Demora tempo, leva muito tombo, mas as certezas, desde que se queira dar ouvidos ao que vem de dentro, que as gavetas desalinhadas vão estando de acordo com quem se é e quem se quer ser. Estou mais em paz aos 42, do que há dez anos atrás. É um trabalho, tal como a escrita, que é diário, de alinhamento com o que realmente nos interessa, com a certeza dos nossos valores e com a paciência necessária de saber que é um caminho. Um km, um cm de cada vez. E mesmo quando se sai do trilho, voltar para lá, com jeito, com carinho por nós.
A escrita está no meu trilho. Às vezes olho para ela, pisco-lhe o olho e em sussurro, peço-lhe um pouco mais de paciência. Há alturas e esta certeza, cada vez maior, que o caminho se faz caminhando. Um passo de cada vez, ao ritmo dos balanços do dia.
Imagem de Artem Beliakin
Para lembrar
Para lembrar e colar nos post-its da vida.
"We choose our life every day.
We don’t necessarily choose our circumstances every day, but we do choose the person we are going to be."
Sobre a Liberdade
Ser livre para dar-lhes a liberdade de se expressarem e terem opinião própria. Silenciar um pouco a nossa voz de pessoa grande e ficar por ali a ouvir, a voz tão grande deles.
Ser livre para ouvi-los, esquecendo a voz da nossa mãe, daquele tio-avó, da vizinha, do professor, daquele psicólogo chato que li ou vi, de relance na TV. Que sabem eles, dos meus, de mim?
Ser livre para vivê-los na liberdade de quem sou como mulher, quem quero (ainda) ser como mãe.
Ser livre para deixá-los andar soltos, sem pantufas, pintar a cara, as mãos, conjugarem calças às riscas, com camisolas às bolas. Deixar à solta, o artista que há neles, que há, em cada um deles, de forma tão diferente e subtil. Quem tem mais do que um, não venha com a história de que os educou iguais, que sou a mesma mãe. Não, não é. Nem o mundo já é, quanto mais eu.
Sobre a liberdade de agora e a liberdade de se ser Mãe nos dias de hoje e a bênção grande que é ter a escolha de deixar as culpas do devia de ser assim, para ontem. Fazer revolução de pensamento, todos os dias e celebrar a liberdade de na verdade, podermos ser, como quisermos e o sermos também nesta escolha bonita, de se ser Mãe.
Ser livre para ouvi-los, esquecendo a voz da nossa mãe, daquele tio-avó, da vizinha, do professor, daquele psicólogo chato que li ou vi, de relance na TV. Que sabem eles, dos meus, de mim?
Ser livre para vivê-los na liberdade de quem sou como mulher, quem quero (ainda) ser como mãe.
Ser livre para deixá-los andar soltos, sem pantufas, pintar a cara, as mãos, conjugarem calças às riscas, com camisolas às bolas. Deixar à solta, o artista que há neles, que há, em cada um deles, de forma tão diferente e subtil. Quem tem mais do que um, não venha com a história de que os educou iguais, que sou a mesma mãe. Não, não é. Nem o mundo já é, quanto mais eu.
Sobre a liberdade de agora e a liberdade de se ser Mãe nos dias de hoje e a bênção grande que é ter a escolha de deixar as culpas do devia de ser assim, para ontem. Fazer revolução de pensamento, todos os dias e celebrar a liberdade de na verdade, podermos ser, como quisermos e o sermos também nesta escolha bonita, de se ser Mãe.
Desafio 5
A ideia é ter mais tempo de Qualidade sem tanto mememé, nem distração. Quando se dá por ela, está-se não dois, mas muitos 2x2x2x2... minutos. E para provar que perdemos a noção do tempo temos que faça esse levantamento por nós. Quando instalei o Quality Time achei que a situação era normal e que nem pensar que passaria muito tempo ligada ao vício. Só que os factos estavam lá e foi apenas reajustar. Tem duas informações particularmente interessantes:
1. Podemos colocar o limite de tempo que achamos razoável para sermos avisados que o estamos a passar;
2. É possível disponibilizar um aviso que nos indica o número de vezes que acedemos ao telemóvel.
É muito simples.
Por isso, fazer uma limpeza, apagando pelo menos 2 app e instalar o Quality Time. Cada um que tire as suas conclusões...
Desafio 4
Chegar a casa e colocar o telemóvel, longe da vista. Sim, no quarto dos fundos, na despensa, na gaveta das meias.
L.O.N.G.E D.A. V.I.S.T.A.
P.S.:Não esqueci de vir cá. Os desafios estão todos feitos. Mas a vida não estica. Aliás, estica para o lado certo e é um compasso de dança que vai ao sabor das prioridades e das urgências.
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