Desafio: dia 4#

Com algumas horas largas de atraso, porque às vezes os dias não esticam mais (e nem as tecnologias, que nos trocam as voltas...).

Pergunta feita.

Excerto:

"Mas exactamente em simultâneo com o pânico, também conseguia sentir uma testemunha, um eu mais sensato e mais velho, que se limitava a abanar a cabeça e a sorrir, sabendo que se eu acreditava que aquele estado de beatitude era algo que me podia ser tirado, então era porque ainda não o compreendia. Por conseguinte, ainda não estava pronta para o habitar completamente. Teria de praticar mais. Foi no momento em que percebi isso que Deus me deixou escorregar por entre os Seus dedos com esta última mensagem compassiva e não dita:

Podes voltar aqui assim que tiveres conseguido compreender que estás sempre aqui."

pág. 228, Comer, Orar e Amar. Elizabeth Gilbert



Desafio: dia 3#

Neste desafio dos livros tem sido bom partilhar ideias com outras pessoas. Hoje uma querida amiga pedia-me esclarecimentos sobre este método ultra-sofisticado. Por isso, aqui vai:

  • Fazer uma pergunta, sobre si, sobre a santa vidinha, o que se queira.
  • Pegar num livro que se tenha por perto, que se vá buscar.
  • Abrir ao acaso e ler uma das passagens que supostamente será a resposta à pergunta feita.
Simples, divertido! Eficaz? Bom, estão garantidos, 5 minutos de diversão e só por isso, vale a pena experimentar.

E o excerto de hoje, aqui vai:

"ELIMINATE THE NEGATIVE.

AVOID knocking the competition.
It usually serves to publicize them rather than you.
It may win attention, it may win awards but the likelihood is that it won´t win sales.
(It´s also much easier to do)."

pág. 35, It´s Not How GOOD you are, it´s how good you want to be. Paul Arden







Desafio: Dia 2#

Ai as segundas! Tão boas, tão cheias de entusiasmo e vida e sono... 

Há quem diga que tem que repor o sono, ou que este não faz muita falta. Brincalhões!

Por estas bandas está tanto sono para ser reposto que parece-me que, a viver pela esperança média de vida da típica mulher portuguesa, não sei se haverá tempo para tal. 

Uma noite destas dormi um pouco mais que o costume. Quando acordei, ouvi o cérebro a exclamar: "É lá!! Tamanha lucidez existe mesmo?".

Voltando ao desafio, antes que ao caro leitor, lhe dê sono, de tanto se falar em sono. 

Dia 2#. Livros bons de trabalho por perto.

"As crianças passam a vida a querer descobrir o quão poderosas são, para tentarem compensar a inferioridade que sentem por serem "pequeninas". ao exercitarem o poder (através dos maus comportamentos), demonstram que "já são gente", que podem controlar o mundo e os outros (especialmente os adultos!) e que, principalmente, não se deixam dominar. Muitas pensam que só têm valor quando estão "a mandar" (Ui, conhecemos uns adultos assim!)."

página 173, Coaching para pais - estratégias e ferramentas práticas para educar os nossos filhos. Cristina Valente 


Desafio: dia 1#

Tenho uma amiga que é uma descomplicada. Gosto muito dela. Aprendo com ela a simplicidade das coisas, a tirar os efeitos especiais secundários que em nada adiantam à felicidade dos dias. Rimo-nos muito. Também já chorámos juntas. Numa amizade que é, só por si, uma lufada de ar fresco aos dias em que trabalhamos juntas. E nos outros momentos também. Os de sem trabalho. Muito grata por os nossos caminhos se terem cruzado. 

Num dos nossos devaneios, na preparação de uma reunião disse-me ela:
"Isto hoje vai correr bem. Eu sei que vai. Depois conto-te porquê."

Efetivamente correu bem. Tinha tudo para correr bem. Aquela fé, das duas, de quem acredita ser merecedor. Uma certa dose de loucura. E sobretudo, uma sinceridade de estar que me vou habituando a ser o melhor antídoto para as formalidades. Ser-se apenas quem se é. Transparência.

No fim de tudo, e já as duas no carro, em viagem de regresso, em jeito de balanço, perguntei-lhe da conversa do início da tarde.

"Quando tenho dúvidas e incertezas, abro um livro ao calhas, e leio onde os meus olhos caem. Leram coisas boas. A reunião ia correr bem. A reunião correu bem!"

Sim, isto está nos antípodas do método científico. Tem em tudo a validade de um horóscopo de revista. Aliás, menos. O que está inerente a este processo é a fé inabalável de conseguir ver as coisas boas, de acreditar naquilo que não se vê. E é toda essa parte que enche de magia os nossos dias. O que não se vê.

Por isso, a testar, aliás, a viver esse método ultra-super-mega sofisticado, 5 dias a abrir livros ao acaso. Se não surgirem ideias profundas, que se ria pelos acasos dos livros...e dos dias.

P.S.: Lembrei-me. Fazer sempre uma pergunta antes. E depois mergulhar num livro.

Dia 1#:

"Temos de cultivar o nosso jardim. - Voltaire

Pense na sua mente, nas suas emoções e no seu espírito como um jardim. A maneira de garantir uma colheita abundante é plantar sementes como amor, ternura e apreço, em vez de sementes como desilusão, raiva e medo. Comece a pensar nestes Sinais de Ação como ervas daninhas do seu jardim. Uma erva daninha não é um apelo à ação? Está a dizer-lhe: "Você tem de tomar uma providência; precisa de arrancar tudo isto, para abrir espaço para o crescimento de plantas melhores e mais saudáveis." Continue a cultivar os tipos de plantas que deseja, e arranque as ervas daninhas assim que as vir."

(Anthony Robbins - Desperte o Gigante que há em si, pág. 311)




Drogas leves

Dos dias de avesso.
Das noites de pouco dormir.
Das pessoas cinza, das pessoas cheias de cor e afectos que nos rodeiam.
Das nossas escolhas, diárias, muitas. 
Dos Nãos que se dizem por dentro, que se manifestam por fora. Aos poucos, aos poucos, chega-se lá. Mais botões reset/delet em ação. 
Das muitas marchas atrás e de seguir em frente mesmo assim.
Dos mimos bons, de gente que está sempre, sempre lá. Que diz com meiguice tudo o que nos faz bem.
Dos que estão perto. Dos que estão longe, mas tão perto dentro de nós. 
Das gargalhadas boas que só ela (ainda hoje de manhã!), e só ele (com um sentido de humor tão bom!) me fazem arrancar e que aprendo a olhar, cada vez melhor. Viver aquele momento, agora.

Destes dias e momentos todos.

E de como me esqueço que quando a mente se turva, há drogas leves, baratas, quase, quase gratuitas, como pôr esta (ou qualquer outra...) música aos altos berros.
E abanar o esqueleto... ainda se usa essa expressão? 

Já se ouve aí? ;)


E porque...

... às vezes só precisamos da contrariedade certa. 
De largar tudo o que não nos faz bem. De perceber que é agora e não no depois.
Que depende muito do já. E parar de adiar.

E esta frase que gosto tanto e que me inspira sempre que é preciso dar a volta.


Porque hoje é 2ª: 2#





Vou só ali num instante reagir e:

  • comer uma sopa quente e um chocolate (quente ou frio, de todas as cores, completamente a favor da variedade étnica e a do chocolate);
  • olhar ao espelho e mandar uma gargalhada (para quem ainda não experimentou não sabe o que perde. Cuidado só para não estar ninguém por parte...nunca se sabe);
  • e aproveitar o sol, só por 10 minutos, 5...vá 30 segundos. Mas estes ninguém mos tira.