Hoje chamara-me de distraída.
Não foi bem desta forma mas foi como se fosse.
E aquilo aborreceu-me assim até às entranhas.
Certo e sabido que não sou um ás nos papéis. Que se puder fazer o pino (que ainda não sei fazer mas chego lá) em vez de tratar de facturas, papéis, IVA´s e organização de papeladas, eu faço. Até faço o pino invertido e aos saltos.
E fiquei a pensar porque me aborreceu aquele comentário cru. E lá descobri. Tal como muito boa gente, levanto-me muito cedo, todos os dias. Não há cá mordomias de quem me passe roupas a ferro, ou limpe a casa. Trabalho muito, muito fora e dentro de casa. Cuido de duas crianças lindas que estão a crescer bem, penso na alimentação deles, se vão bonitos e limpos, se andam felizes. Não o faço sozinha, eles têm um pai presente e eu um companheiro ao meu lado. Trabalho muito, muito fora de casa, nem sempre nas melhores condições neste país que temos, que gosto muito mas que detesto em igual proporção nas suas particularidades de deixa andar e cuida pouco, de quem faz muito, muito.
O meu trabalho é olhar pelos outros. Amo, profundamente, tudo o que faço. De paixão e entrega. Sei que, havendo dias de oscilações de desempenho, sou atenta aos outros. Cada macaco no seu galho. O meu galho é este. Por isso, sou distraída sim, com os papéis, mas não me tomem por distraída em todo o resto. E agora estou a imaginar um palavrão grande. Cada um que imagine o que quiser, deixo isso à liberdade de quem lê.
... (palavrão!) os papéis e papeladas!!!
E sim, boa semana!
P.S.: Eu...um dia destes.
Zoom
Puxa para a frente, para trás. Foca e desfoca.
Muito pormenor, ou só um deles. Os pormenores, os temperos dos dias.
E só quando se vê o quadro todo, é que todo o quadro faz sentido. Como os dias, os momentos, as fases.
Este livro bom, visto hoje, em jeito de sobremesa a seguir ao almoço. Eles gostaram e eu também.
Muito pormenor, ou só um deles. Os pormenores, os temperos dos dias.
E só quando se vê o quadro todo, é que todo o quadro faz sentido. Como os dias, os momentos, as fases.
Este livro bom, visto hoje, em jeito de sobremesa a seguir ao almoço. Eles gostaram e eu também.
Sshhhhht, escuta.
As vezes há tanto para dizer e os dias calam-nos.
Calam-nos com as suas urgências e importâncias.
Muitas vezes que não são as nossas e que sem que nos apercebamos, nos caem em cima em magotes.
Há dias para silenciar os dias e apenas ouvir o que ele nos tem para dizer.
Porque todos os dias, o dia tem algo para contar.
Há dias para ouvir.
Como o de hoje.
Florinda com a Laurinda e o Roberto.
Florinda a fazer-se de difícil e em pose de contemplação gaivotal.
A minha amiga Florinda.
Calam-nos com as suas urgências e importâncias.
Muitas vezes que não são as nossas e que sem que nos apercebamos, nos caem em cima em magotes.
Há dias para silenciar os dias e apenas ouvir o que ele nos tem para dizer.
Porque todos os dias, o dia tem algo para contar.
Há dias para ouvir.
Como o de hoje.
Florinda com a Laurinda e o Roberto.
Florinda a fazer-se de difícil e em pose de contemplação gaivotal.
A minha amiga Florinda.
Mais uma verdade
Há gente que sabe do que fala. Do que pensa. Do que nos põe a pensar.
Estes senhores sabem.
Tão boas as imagens, as mensagens.
Mais uma verdade.
Para ler aqui.
Estes senhores sabem.
Tão boas as imagens, as mensagens.
Mais uma verdade.
Para ler aqui.
Anti-depressivo auditivo
Só isto.
E um dia sei que vai acontecer.
Anti-depressivo auditivo e visual.
Ser menina no século de hoje
A conversa começou mais ou menos assim:
- Então este ano, queres mascarar de que?
- De Faísca!
Fiquei a pensar, em silêncio.
- Não é bem de Faísca, estás a ver... era mais piloto de automóveis!
Continuei em silêncio já a pensar como arranjar um capacete com o tamanho adequado.
- Ou então... astronauta!
E eu já a ver o papel de alumínio cá de casa a entrar em ação.
- Ou aqueles senhores que fazem filmes, sabes?
Na minha cabeça, uma máquina de filmar feita em cartão já a ser magicada.
- Mas o que eu queria mesmo, mesmo era de Pirata!!"
E assim foi, com espada, chapéu, calças, camisola, com tudo a que tinha direito! A minha filha de 4 anos. Esqueçam-se as princesas e folhos e brilhantes.
Já no carro perguntei se era mesmo aquilo que queria levar. Com o seu sorriso tão doce e determinado disse que sim!
Esta cena da vida doméstica fez-me pensar um pouco nisto de ser menina, e de se ser, sobretudo criança, independentemente de ter pilinha ou não. O bom que é eles poderem escolher e descobrirem-se como querem realmente ser. Nos muitos modelos que lhes impingimos (sim, sim...eu certifiquei-me mais de algumas vezes se não preferia ir de Elsa, ou Ana, as princesas famosas do filme Frozen, ao que sempre me respondeu que gostava até mais do Olavo...um boneco de neve simpático e prestável!) e nesta coisa boa de lhes podermos dar a conhecer tantas outras alternativas que não só as mais evidentes.
Gosto particularmente do trabalho desta mãe fotógrafa que pediu à filha para "vestir" a pele de 5 Mulheres Famosas e que contribuíram para um mundo melhor e mais colorido, por altura do seu quinto aniversário.
E que se pode ver tudo aqui.
Tão bonito, não é? Não tão bonita quanto a minha pirata, mas bonito e inspirador.
Outras leituras que não as normais e só de princesas, até porque na vida real, há muito poucas, para ver neste site delicioso.
E por fim, este anúncio tão bom e que nos faz pensar, nisto de se comportar como uma menina e que, quer se queira, quer não, ainda existe.
Para pensar.
Para fazer diferente.
A bem delas, a bem de todos nós.
- Então este ano, queres mascarar de que?
- De Faísca!
Fiquei a pensar, em silêncio.
- Não é bem de Faísca, estás a ver... era mais piloto de automóveis!
Continuei em silêncio já a pensar como arranjar um capacete com o tamanho adequado.
- Ou então... astronauta!
E eu já a ver o papel de alumínio cá de casa a entrar em ação.
- Ou aqueles senhores que fazem filmes, sabes?
Na minha cabeça, uma máquina de filmar feita em cartão já a ser magicada.
- Mas o que eu queria mesmo, mesmo era de Pirata!!"
E assim foi, com espada, chapéu, calças, camisola, com tudo a que tinha direito! A minha filha de 4 anos. Esqueçam-se as princesas e folhos e brilhantes.
Já no carro perguntei se era mesmo aquilo que queria levar. Com o seu sorriso tão doce e determinado disse que sim!
Esta cena da vida doméstica fez-me pensar um pouco nisto de ser menina, e de se ser, sobretudo criança, independentemente de ter pilinha ou não. O bom que é eles poderem escolher e descobrirem-se como querem realmente ser. Nos muitos modelos que lhes impingimos (sim, sim...eu certifiquei-me mais de algumas vezes se não preferia ir de Elsa, ou Ana, as princesas famosas do filme Frozen, ao que sempre me respondeu que gostava até mais do Olavo...um boneco de neve simpático e prestável!) e nesta coisa boa de lhes podermos dar a conhecer tantas outras alternativas que não só as mais evidentes.
Gosto particularmente do trabalho desta mãe fotógrafa que pediu à filha para "vestir" a pele de 5 Mulheres Famosas e que contribuíram para um mundo melhor e mais colorido, por altura do seu quinto aniversário.
E que se pode ver tudo aqui.
Tão bonito, não é? Não tão bonita quanto a minha pirata, mas bonito e inspirador.
Outras leituras que não as normais e só de princesas, até porque na vida real, há muito poucas, para ver neste site delicioso.
E por fim, este anúncio tão bom e que nos faz pensar, nisto de se comportar como uma menina e que, quer se queira, quer não, ainda existe.
Para pensar.
Para fazer diferente.
A bem delas, a bem de todos nós.
Todos os dias
Todos os dias, à mesma hora.
Punha os chinelos no sítio. Calçava lentamente os botins. Primeiro o esquerdo. Depois o direito. Os pés, protestavam com o cheiro da borracha escura, onde faltava o pêlo dos chinelos, a quentura do tecido aos quadrados.
Olhava para o relógio. Estava na hora. Punha a boina. O dia estava de sol de inverno, mesmo sendo Verão.
Um dia claro, um calor que escaldava.
Um frio por dentro, de quem lhe faltava.
Pegou no gato, em jeito de novelo e aninhando-o no meio da manta, no parapeito da janela, pouso-o com uma festa na cabeça. O gato esticou-se e lambeu-lhe a mão, como que a limpar as sujidades das saudades que lhe saiam da pele. Uma saudade que o fazia sair, sempre aquela mesma hora.
Desce a rua. Passo lento. Coração acelerado. Por mais que fizesse concorrência aos caracóis do quintal lá de trás, o coração sempre acelerado com a aproximação do paredão.
Inspira,
expira,
inspira,
expira, quase ao ritmo da ondulação. O coração, não quer saber e solta a saudade por todo o lado e quase não lhe cabendo no peito, lança-se a descompasso, e acelera o ritmo de viver.
Senta-se. Levanta-se. Num ritual ensaiado há mais de largos meses. Uma saudade que lhe arrefece a alma, com calor que esquenta a face. Olha para o longe, mais longe que o mar alcança. Um dia, um dia, naquela mesma hora que partiu, há de chegar. Quem sabe, será hoje, será amanhã?
A esperança é certa,
do tamanho dessa saudade,
que lhe aperta,
e ao mesmo tempo lhe dá alento,
neste sustento, de quem ama de verdade a ...
Foto desta página bonita - Darkroom.
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