Quando há pequenos pela casa há sempre uma caixa de surpresas à espera em cada dia. Tudo muito planeado, dias organizados, listas feitas e uma quantidade de tarefas para fazer. Pois ... nem por isso porque eles nos dão a volta!
Há noites que se confundem com os dias e não se percebe muito bem como o sol já voltou a nascer e há que levantar. Nada de fazer ronhas ou muito tempo para queixumes. O dia está aí e é aproveitar com tudo o que é possível. E sim, com café à mistura para manter o mínimo de lucidez e não confundir de forma descarada o sal e o açúcar na comida.
Ensinam-nos que haja o que houver é para continuar, mesmo que em ritmo mais lento, ou ultra-lento (que o café ainda não fez efeito...).
E é bom aprender estas coisas com eles. Haja o que houver, é para levantar com mais ou menos energias renovadas.
(Tem quatro anos. Dormiu talvez umas 4 horas no total, com muitas idas repentinas ao wc e mesmo assim, acordou com um sorriso doce, doce e a perguntar: "Já podemos ir brincar para a rua?" Só um pormenor...eram sete da manhã. A vida, no seu melhor. E eu não queria que fosse diferente. Pronto, pode ser com mais umas horas de sono.)
A vida numa montanha-russa
De forma descontrolada, a vida sobe, dá voltas e passa-se um bocadito.
Como isto...

Não controlamos a velocidade mas controlamos e podemos escolher uma série de aspetos: o lugar, qual a melhor montanha-russa do parque, o local e outras coisas maravilhosas como a paisagem e se queremos, ou não, ir de estômago cheio. Com direito ou não a perder o seu conteúdo, na primeira descida. Um nojo, né? Tal como às vezes os dias.
Controla-se o que se controla. Faz-se o melhor, em cada escolha e opção. As nossas. Ficar a matutar nas escolhas que os outros deveriam ou não fazer, não adianta em absolutamente nada. Aliás, uma perda de tempo fabulosa.
Arregaçar as mangas. Escolher a direita, a esquerda, o assim-assim. Compreender que apenas, apenas (e já é muito) se controla as nossas santas vidinhas, mesmo que sigam a alta velocidade, que os travões falhem, que a pessoa sentada no banco ao lado esteja a gritar histericamente e a ficar verde já a agoirar que daquela boca não vem nada de bom.
A vida numa montanha-russa e está a puxar-se o travão de mão. O meu. Porque é a mim que me compete decidir. No início, no fim, nos intervalos e nos entretantos. A minha santa vidinha.
Como isto...

Não controlamos a velocidade mas controlamos e podemos escolher uma série de aspetos: o lugar, qual a melhor montanha-russa do parque, o local e outras coisas maravilhosas como a paisagem e se queremos, ou não, ir de estômago cheio. Com direito ou não a perder o seu conteúdo, na primeira descida. Um nojo, né? Tal como às vezes os dias.
Controla-se o que se controla. Faz-se o melhor, em cada escolha e opção. As nossas. Ficar a matutar nas escolhas que os outros deveriam ou não fazer, não adianta em absolutamente nada. Aliás, uma perda de tempo fabulosa.
Arregaçar as mangas. Escolher a direita, a esquerda, o assim-assim. Compreender que apenas, apenas (e já é muito) se controla as nossas santas vidinhas, mesmo que sigam a alta velocidade, que os travões falhem, que a pessoa sentada no banco ao lado esteja a gritar histericamente e a ficar verde já a agoirar que daquela boca não vem nada de bom.
A vida numa montanha-russa e está a puxar-se o travão de mão. O meu. Porque é a mim que me compete decidir. No início, no fim, nos intervalos e nos entretantos. A minha santa vidinha.
Sms sobre uma baleia
Eram perto das 16h. Confirma se recebeu alguma sms em resposta à que tinha enviado: "Como estás?"
5 longos minutos depois, a Caetana respondeu-lhe:
"Vou respirar. Vou respirar muitas vezes. Vou respirar, e arfar como se não houvesse amanhã. Vou respirar e arfar como se fosse uma baleia. É isso."
Uma baleia. Uma baleia que respira e arfe. São estes os dias que temos. De boca e pulmões grandes para a vida. Até que a vida volte a respirar ao seu ritmo.
5 longos minutos depois, a Caetana respondeu-lhe:
"Vou respirar. Vou respirar muitas vezes. Vou respirar, e arfar como se não houvesse amanhã. Vou respirar e arfar como se fosse uma baleia. É isso."
Uma baleia. Uma baleia que respira e arfe. São estes os dias que temos. De boca e pulmões grandes para a vida. Até que a vida volte a respirar ao seu ritmo.
Uma pergunta
Uma pergunta.
Se sabemos exactamente o que nos faz feliz, o que nos provoca sorrisos, o que nos dá aconchego ao coração e à alma... Porque raio não o fazemos mais vezes?
Existem tantas coisas que nos transportam para um mundo de maior serenidade e plenitude. Tantos pequenos-grandes gestos. Por isso, se há tanta coisa boa por aí, porque simplesmente não o fazer mais vezes, todos os dias?
Como agora, em que tenho aqui mesmo juntinho a mim, a princesa mais linda deste universo e o próximo. E por isso mesmo hoje fico por aqui. Porque é urgente e fundamental fazer tantas e tão boas coisas diariamente... como estar com ela neste presente do agora.
Se sabemos exactamente o que nos faz feliz, o que nos provoca sorrisos, o que nos dá aconchego ao coração e à alma... Porque raio não o fazemos mais vezes?
Existem tantas coisas que nos transportam para um mundo de maior serenidade e plenitude. Tantos pequenos-grandes gestos. Por isso, se há tanta coisa boa por aí, porque simplesmente não o fazer mais vezes, todos os dias?
Como agora, em que tenho aqui mesmo juntinho a mim, a princesa mais linda deste universo e o próximo. E por isso mesmo hoje fico por aqui. Porque é urgente e fundamental fazer tantas e tão boas coisas diariamente... como estar com ela neste presente do agora.
Dói a garganta
Dói a garganta. Então cala-te.
Dói a alma. Então silencia.
E quer seja o corpo ou a alma a doer, no silêncio, encontram-se respostas. Serena-se a mente, devagar. Com paciência. Com muita, muita paciência. Paciência em ouvir os mesmos e constantes queixumes e cansaços e deixá-los partir. Um a um.
No silêncio em sossegar a mente e o coração. Porque as respostas vêm. Vêm sempre, quando a mente fica em silêncio e se deixa o coração falar.
Apenas isso, sossegar cá dentro. Cada dia um pouco mais.
As voltas e o norte
Às vezes a vida dá voltas. E reviravoltas. Tantas que se perde nas curvas, nas subidas e descidas.
Quando tudo parece certo e a encaixar, aparece um atalho pronto a passar uma rasteira. E a questionar tudo, mais uma e outra vez. As perguntas são importantes. Mesmo que doam, mesmo que cansem. Tudo o que dói acaba, eventualmente, por sarar. Talvez. Na dúvida, segue-se para norte. Pelo norte que são eles.
Respira-se. Uma e outra vez. Respira-se muito, muito. Volta-se ao básico. A lei da sobrevivência assim o dita.
Agarra-se ao que importa e ao que é mesmo mais importante. Sempre. No início e no fim. Eles. E nós. E nós neles. Encontrar o norte, sempre. Por eles, por nós. Mas no início e no fim, são estes dois.
Quando tudo parece certo e a encaixar, aparece um atalho pronto a passar uma rasteira. E a questionar tudo, mais uma e outra vez. As perguntas são importantes. Mesmo que doam, mesmo que cansem. Tudo o que dói acaba, eventualmente, por sarar. Talvez. Na dúvida, segue-se para norte. Pelo norte que são eles.
Respira-se. Uma e outra vez. Respira-se muito, muito. Volta-se ao básico. A lei da sobrevivência assim o dita.
Agarra-se ao que importa e ao que é mesmo mais importante. Sempre. No início e no fim. Eles. E nós. E nós neles. Encontrar o norte, sempre. Por eles, por nós. Mas no início e no fim, são estes dois.
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